Minha irma iniciou um pensamento no intúito de dizer que achava que tudo estava escrito e também mencionou que se não existisse um "além daqui" não valeria de nada sermos corretos e não roubar, não enganar, não fazer com os outros o que não gostaríamos que não fizessem com a gente.
Em resposta acabei escrevendo mais uma postagem:
Eu vivo com as duas possibilidades (de ter julgamento e de não ter julgamento), se la na frente vierem conferir minhas ações, vão ver que eu fiz tudo certinho. Mas vou dar um exemplo:
Um elefante novo e forte tinha acabado de entrar na manada... ele tinha acabado de romper a barreira da idade é sentiu um forte impulso de euforia e raiva e correu em direção a manada para fazer o que estava sentindo naquele momento, ele queria ser bravo e forte e essa é a forma natural de um animal passar a ser o chefe. Eles não tem raciocínio mas fazem as coisas por instinto pois sentem uma imensa vontade de correr e uma euforia que faz ele ficar com raiva quando algum da manada não tem medo dele. Fez muito barulho é aproximou-se ferozmente de um grupo para assustar e submeter todos a sua superioridade que tinha acabado de desabrochar.
Acontece que quando ele correu em direção a todos, num movimento com a cabeça ele encostou o marfim num membro do grupo, e passou correndo com todos assustados.
Este membro do grupo era um elefante velho que já havia sido o chefe a muito tempo atrás. Ele era velho mas os elefantes vivem muito, muito mesmo. Acontece que o marfim do mais novo acertou uma artéria vital, e o elefante ficou ali por uns instantes, sentindo dor, e então, caiu.
Vi isso num documentário. Foi uma sena bem rápida.
Agora a gente pensa: o elefante mais novo tem culpa de ter matado o mais velho?
Eu acho que não.
O mais velho merecia morrer?
Tbm não.
Estava escrito?
Não estava, foi pura coincidência.
Mas no geral o que vimos foi o novo substituindo o velho, como a natureza faz com todos os animais. A maioria né.
Julgariamos o elefante mais novo dizendo: Homicídio culposo! Quando não há a intenção de matar! (Elefanticídio) hehe
Porém ninguém tem culpa do que faz, fazemos tudo por um motivo, mesmo que seja um motivo ridículo, torpe, fútil. As vezes para aquela pessoa o cabelo dela era a coisa mais importante do mundo e justificava rasgar a cara da funcionária que colocou sapólio bem no lugarzinho do shampoo blilho gloss! E quando não tem motivo, fizemos por acaso mesmo.
Roubamos para sermos felizes com o dinheiro (não eu, os ladrões), o outro que tem que ficar esperto pra não ser roubado.
Mas a partir do momento que sabemos que fazemos um mal para alguém, alguns perdem a motivação, mas se mesmo assim fizermos o mal ao outro, estamos fazendo sem tanta noção porque se soubéssemos o mal que estamos fazendo não faríamos.
Um marginal mata porque tem ódio muito grande no coração. Era inevitável que um ser tão triste quisesse tirar a vida de outros pois tem tanta raiva. Deus vai olhar para isso e saber julgar: "-Pobre marginal, queria tanta coisa que não teve, e sujou as mãos de sangue sem saber o que estava fazendo pois quando morrer ele vai saber o mal que fez para aquela pessoa"
A médica que negligenciou os exames do meu grande paizão, estava lá no momento em que recebiamos a notícia do seu falecimento. No instante em que olhei para ela, pude ver em seus olhos o medo de ter sido a culpada de tamanha tristesa para nossa família, ela veio falar comigo tentando confortar, mas com os olhos grandes de medo de que nos virássemos contra ela. Aceitei o conforto dela pois sei que jamais ela queria que aquilo tivesse acontecido. Mas vou saber sempre que o erro de um médico pode custar a vida da pessoa mais importante do mundo para alguém.
Só contei isso pois pode ser que alguém venha dizer que quando um marginal matar um membro da minha família ai eu vou saber o que é raiva e vingança. Porém, eu já passei por isso, e tenho pena daquele que erra pois não sabia o que fazia.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
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ResponderExcluirConcordo minha irmâ, com tudo que disse. Mas não é necessário nos contarem uma história cabulosa sobre a existência de tudo. Basta pensarmos um pouco que vamos chegar a conclusão de que não devemos fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem conosco. A sociedade estaria segura desta forma.
ResponderExcluirTomei a liberdade e colocar o comentário da minha irmã sobre esta postagem (mesmo ela não sabendo da existência deste blog):
ResponderExcluirHEMLY:
na verdade o marginal não vai saber o mal que fez porque quando morre ele perde a conciencia. Existe um problema muito grave na visão de que a vida após a morte não existe e o problema é a falta de justiça. Vamos supor, se "alguém" (...) pegou um milhão nosso, pronto, foi bom para ele. Ele não vai pagar por isso quando morrer, não existe inferno. Então as pessoas começam a se preocupar com o agora e a sociedade entra no caos. Uma sociedade onde os membros pensam só em si mesmos tende para se autodestruir, penso que para o senso de preservação da espécie o homem foi dotado de raciocínios transcendentais e sensação de Deus, isto faz com que nos preocupemos em ser julgados e nos preocupemos com o outro, há cientistas que afirmam que existe até uma parte do cérebro destinada a pensar que DEUS existe com o objetivo de preservação da espécie.
Fora tudo isso, claro que Deus existe, mas com certeza não sabemos o que é Deus.